| Jango. Homenagem ao nosso patrono, na data de seu aniversario através de artigo de Christopher Goulart. |
*Chistopher Goulart
A preocupação com a evolução pode e deve ser uma constante em nossa passagem pelo mundo. Dignificar nossas vidas, prestando um sentido de contribuição para uma coletividade, família ou entes queridos é uma excelente ideia a ser colocada em prática. Certo é que a ambição de tornar uma existência marcante, que perdure no tempo, está sim ao alcance de todos.
Este texto carrega como inspiração a data de 1 de março, aniversário do ex-presidente da República João Goulart. Jango estaria fazendo 96 anos. Curioso personagem de nossa história recente, este que inutilmente tantos insistem em desqualificar. Este mesmo que ressurge nos meios de comunicação, seja em razão das motivações do golpe civil-militar de 1964 e suas nefastas consequências na ditadura militar. Da mesma forma, ressurgindo com força através das causas suspeitas de sua morte, na solidão do exílio, em 1976, que motivou uma investigação oficial por parte do Estado brasileiro, culminando em sua exumação. A academia brasileira segue debatendo Jango com intensidade.
Herdeiro político de outro ex-presidente, o Estadista Getúlio Vargas, portador da carta testamento e do sacrifício extremo em prol das lutas sociais, João Belchior Marques Goulart simbolizava o sangue novo na política nacional. Conceitos como Nacionalismo, desenvolvimentismo, reformismo, soberania, autodeterminação dos povos, política externa independente. Atuação prática visando à inclusão social, fortalecimento do mercado interno e infraestrutura. Seguia a cartilha do Trabalhismo, que nas palavras de Alberto Pasqualini representa um “meio de anteparo entre o capital e o trabalho”.
Diversas vezes já foi dito que Jango foi deposto por seus acertos e não por seus erros. Dessa forma, reportando-me agora ao primeiro parágrafo deste artigo, penso que é hora de evoluirmos e colocarmos em pauta estes acertos. O desafio hoje é, sem esquecer nossas origens, exercer uma nova forma de comunicação com a sociedade, desgastada com as velhas práticas da política. A retomada da confiança nos agentes públicos torna-se vital para o aperfeiçoamento da democracia, num momento em que testemunhamos uma gravíssima crise de representatividade.
Esta reflexão, na data de aniversário de Jango, segue a linha da contextualização. De compreender a nova ordem mundial, sem perder essência. Sabemos da necessidade extrema das Reformas de Estado. O desafio está na forma de atuação para avançar com a confiança da população e dialogar equilibradamente com forças que historicamente se enfrentam. A conscientização de que somos uma nação, vestimos a mesma camisa e juntos merecemos os melhores resultados. Evolução difícil, jamais impossível.
*Christopher Goulart
(Senador Suplente PDT-RS)
Diretor do IPG- Instituto João Goulart
Diretor do IPG- Instituto João Goulart
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